Alunos do Promove Mangabeiras opinam sobre a venda da Amazônia
A proposta pedagógica do colégio Promove Mangabeiras tem como pressuposto a idéia de que ensinar Português está além de ensinar as regras de um código. Acredita-se que é na ação lingüística e nas reflexões que são feitas as práticas de linguagem.
Nesta etapa, os alunos do 5° ano do Ensino Fundamental estão refletindo e produzindo entre outros gêneros textuais a “opinião de leitor”. Aproveitando uma reportagem veiculada pela mídia, no domingo, dia 01 de junho, a preocupação constante com o meio ambiente e o conteúdo em estudo, a professora Mary Silveira Elias e sua turma discutiram o assunto e, para registrar a discussão, os alunos escreveram uma carta relatando a opinião sobre o assunto. Confira!
"Isso é um absurdo, pois a Amazônia está no Brasil e nos pertence. Ela é de todos e não pode ser vendida para os suecos. Essas pessoas vão destruí-la. Muitas pessoas acham que o comprador vai cuidar, como disse, mas estão completamente enganadas, pois ele vai destruí-la para construir indústrias. Esse corretor, pertencente à ONG inglesa, deve estar pensando apenas no dinheiro que vai receber futuramente e não está pensando no meio ambiente em que vivemos". (Túlio de Freitas Zolini)
"Para mim, o Brasil pode não ter capacidade de cuidar da Amazônia, mas acho um absurdo o corretor vender uma parte dela para um estrangeiro. A Amazônia é um bem brasileiro, então não há quem possa ser dono dela. Ela nos pertence e deve ser protegida e preservada". (Rafael Ferreira Aranda)
"Eu acho isso um absurdo, pois em primeiro lugar, a Amazônia não é um objeto que pode ser simplesmente vendido, sem comunicar ao povo e ao governo. Em segundo lugar, ela pertence a nós, brasileiros, e não deve ser vendida para ninguém. Ela é um patrimônio nosso". (Gleice Kelly Ribeiro de Melo)
"A venda da Amazônia é um assunto que me decepciona. O corretor que está vendendo-a não está pensando em que os suecos poderão fazer com toda essa terra. A minha maior preocupação é que o comprador desmate toda a área da Amazônia. Uma área dessa não deve ter dono, mas deve ser preservada com o maior cuidado possível". (Ana Burian Wanderley Rodrigues)
"A venda da Amazônia é um absurdo, pois, além de pertencer ao maior Estado do Brasil, possui a maior floresta. Nela habita uma variedade muito grande de espécies de flora, de fauna, sem contar os habitantes indígenas. Será que não pensam nisso? Ela é nossa"! (Lucas Colares Borges de Oliveira)
"Eu acho isso um absurdo! Os suecos devem comprar somente o que está no país deles e não o que nos pertence. Se eu fosse essa pessoa que vendeu parte da Amazônia, eu repensaria a decisão, pois o que eles querem com nossas terras? Esqueçam! Essa terra é nossa e nós iremos preservá-la". (Pedro Freitas Magalhães)
"Eu acho um absurdo eles venderem um pedaço da Amazônia maior que o Estado de São Paulo.Quem vendeu deve ser um inconseqüente, pois a Amazônia é nossa e não dele e, para que eles irão usá-la? Vão montar uma cidade com suecos"? (Gabriel Reis Keesen)
"Vender a Amazônia é um absurdo, pois os compradores não estão pensando somente em preservar o meio ambiente, mas em destruir e queimar a floresta. Será que o corretor da ONG inglesa não está querendo acabar com a nossa Amazônia vendendo-a parte por parte? E o que será de nós"? (Izabella Árabe Brandão)
"Essa história é um absurdo, pois como esse tal corretor pertencente a uma ONG inglesa tem a escritura da Amazônia? Isso está parecendo brincadeira. Devemos pensar que a Amazônia é de todos, principalmente dos índios a habitam. Eu me pergunto: quem teve essa péssima idéia? Acho que é só, pois não consigo pensar nesse assunto, afinal será que querem mesmo preservar o ambiente ou danificá-lo"? (Gabriella Ribeiro de Barros)
"Diferente de muita gente, eu acho que a venda da Amazônia é um benefício para o mundo, porque o Brasil não tem capacidade de cuidar dela. Recentemente ouvi várias notícias sobre o tráfego de madeira na Amazônia, madeiras queimadas e outras coisas que me assustam. Na minha opinião, a sua venda deveria ser um assunto público. O governo é quem deveria conduzí-la. Porém, me incomoda pensar sobre o que aconteceria com os índios que lá habitam. Acredito que a Amazônia deveria ser administrada por pessoas que realmente pensam na sua importância, para todos nós, pertencentes a esse planeta". (Caio Fleury Rangel Teixeira)






